quarta-feira, 17 de março de 2010

Nasa encontra vida a 200 metros sob camada de gelo da Antártida

A Nasa detectou a existência de dois seres vivos a quase 200 metros sob a camada de gelo da Antártida, em plena escuridão, uma descoberta que altera as teorias sobre as condições nas quais pode se desenvolver a vida.

Em comunicado divulgado hoje, a agência americana assegura ter encontrado um "Lyssianasid amphipod", um crustáceo semelhante a um camarão e de aproximadamente oito centímetros. Além disso, a entidade encontrou o que parecia ser o tentáculo de uma água-viva, de cerca de 30 centímetros.

Bol Notícias

domingo, 22 de novembro de 2009

Grupo de icebergs da Antártida se aproxima da Nova Zelândia

da Efe, em Sydney


Um grupo de quatro icebergs da Antártida se aproxima da Nova Zelândia e se encontra a cerca de 400 km de distância do sul do país, informaram cientistas neozelandeses nesta sexta-feira (20).

Os quatro blocos de gelo foram vistos por Rodney Russ, da companhia Heritage Expeditions, quando se encontrava a bordo do navio turístico "Spirit of Enderby".

Russ indicou em comunicado de imprensa publicado pela empresa que os icebergs se estão deslocando rumo ao norte a uma velocidade de 1,25 km/h, embora pela maior temperatura de água também começam a deteriorar-se e romper-se.

O especialista na Nova Zelândia Subantártica explicou que nunca antes o navio tinha estado em "alerta de iceberg" e advertiu que os grandes pedaços de gelo supõem um grande risco para a navegação.

Trata-se de um fenômeno similar ao ocorrido em 2006, quando um grupo de enormes blocos de gelo se aproximou até 25 km de distância do litoral sul do país.

Os iceberg procedem provavelmente da Plataforma de Gelo de Ross, que se rompeu entre 2000 e 2002, segundo Mike Williams, cientista do Instituto de Pesquisa Atmosférica e Água.

Williams acrescentou que os blocos de gelo talvez sejam de água doce pois estão formados por neve consolidada, pelo que podem se transformar em água potável, e acrescentou que o ar contido no iceberg poderia criar bolhas na água.

No entanto, o cientista apontou que se fizeram estudos com esse objetivo em 1970 e não se encontrou uma forma economicamente eficiente de transformar a neve consolidada em água.


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Expedições para África e Antártida partem do Rio de Janeiro

19/10/2009 - 19h40

Rio de Janeiro, 19 out (Lusa) - Instituições científicas brasileiras iniciaram duas pesquisas de grande envergadura em águas internacionais para o continente africano e para a Antártida a bordo de navios da Marinha brasileira.

As expedições oceanográficas partiram, nesta segunda-feira, do arsenal da Marinha no Rio de Janeiro.

A primeira viagem transoceânica rumo à África de pesquisa oceanográfica, com previsão de retorno para 22 de dezembro, será feita a bordo dos Navios Hidroceanográfico Cruzeiro do Sul e pelo Oceanográfico Antares.

A viagem conta com cientistas de dez universidades e institutos de pesquisa. Os dois navios vão percorrer o continente Africano com o objetivo de coletar materiais para pesquisas meteorológicas.

No roteiro da expedição estão previstas paradas na África do Sul e na Namíbia, para coletas de nutrientes, medição de temperatura e de salinidade, avaliação de correntes marítimas, segundo informou o comandante da operação, o capitão de fragata Alvaristo Nagen Dair.

As Forças Armadas afirmam que as pesquisas serão feitas na superfície e também no mar, com a ajuda de um aparelho específico, entre 30 metros e 5.000 metros de profundidade.

"Vamos fazer coletas numa área da Bacia do Atlântico Sul com um vazio de dados e de informações muito grande, mas que podem ser usadas para melhorar os processos de previsão meteorológica na nossa costa", destacou o comandante.

Num comunicado, a Marinha do Brasil informa que a obtenção de dados tem "valor estratégico" referentes à circulação e às massas de água da bacia do Atlântico Sul, com aplicação direta em estudos climáticos e das características da propagação acústica.

"Comissões dessa natureza propiciam conhecimento privilegiado do ambiente marinho oceânico, que incluirá o país no seleto grupo de países que realizam pesquisas oceanográficas de caráter global", informa a nota.

Expedição polar

Já a expedição ao continente gelado, o navio polar Almirante Maximiano, incorporado em fevereiro deste ano pelas Forças Armadas brasileiras, realiza a sua primeira viagem austral como parte da Operação Antártida (Operantar).

O navio polar irá acompanhar o navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel e realizará levantamentos topográficos, além de medir impacto das mudanças globais, considerando a fauna e a flora da região.

As mudanças do homem no meio ambiente marinho antártico também serão avaliadas a partir de estudos do solo marinho para identificação de eventos paleoclimáticos e processo de recuo das geleiras.

A Marinha destaca que a presença desses dois navios no continente gelado "eleva a capacidade logística e tecnológica do Programa Antártico Brasileiro, contribuindo inegavelmente para uma melhoria no desenvolvimento de pesquisas científicas conduzidas e para a coleta de dados hidroceanográficos".

O retorno do navio está previsto para 10 de abril de 2010.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Brasil envia missão para o "coração" da Antártida


Brasileiro em trabalho de campo na Antártida no ano passado, em missão realizada por Brasil, Chile e EUA

Brasileiro em trabalho na Antártida em 2007; missão agora é escavar testemunho de gelo com até 150 metros de profundidade


MARCELO LEITE
enviado especial da Folha de S.Paulo a Punta Arenas (Chile)

A primeira expedição brasileira ao interior da Antártida já retirou mais de 40 metros de cilindros de gelo perto do monte Johns, 2.115 m de altitude, a uma distância de 1.083 km do pólo Sul. Sob os seus pés há uma camada de cerca de um quilômetro e meio de espessura de gelo azul, neve compactada durante séculos e milênios agora exposta pelo vento, que sublima a camada mais superficial e fofa.

Sua missão sobre esse manto de gelo antártico, nunca antes explorado de modo sistemático por equipes brasileiras, é escavar um testemunho de gelo com até 150 metros de profundidade. Os cilindros retirados na vertical guardam muita informação, selada no interior de microbolhas de ar, sobre a atmosfera e o clima da Terra no passado (no caso, nos últimos 400 ou 500 anos).
Nupac/UFRGS
Brasileiro em trabalho de campo na Antártida no ano passado, em missão realizada por Brasil, Chile e EUA

Os quatro pesquisadores voaram até o local num avião bimotor turboélice Twin Otter com esquis.

Jefferson Cardia Simões, Francisco Aquino e Luiz Fernando Magalhães Reis, todos da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), e Marcelo Cataldo, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), aterrissaram às 13h45 (hora de Brasília) de segunda-feira. Os termômetros marcavam -19ºC, mas a sensação térmica era de -25ºC, por força do vento.

Nos próximos dias, a Folha vai acompanhar de perto a expedição, chamada Deserto de Cristal. É a primeira vez que um jornal brasileiro envia repórteres ao interior da Antártida. A reportagem deverá partir de Punta Arenas, extremo sul do Chile, na próxima terça-feira (15), e retornar no dia 29 --a agenda depende, claro da meteorologia notoriamente variável do continente branco.

Na quarta-feira à tarde, falando por telefone (em ligação transmitida diretamente via satélite), Simões informou que a sensação térmica estava na casa dos -30ºC, mas suportável. "O tempo está bom, tivemos três dias de muito sol", disse.

"Em quatro ou cinco dias chegaremos lá [aos 150 metros de escavação]. Só estamos torcendo para não dar nenhuma tempestade." Os cientistas só contam ali com quatro barracas: dormitório, cozinha, banheiro e "laboratório" --aquela sob a qual os cientistas escavam, protegidos do vento.

O monte Johns fica uns 400 km a oeste do acampamento-base que o grupo montou em 30 de novembro junto aos montes Patriot. Ali está também a base da empresa que transportou a equipe de pesquisadores de Punta Arenas (Chile) a Patriot e depois a Johns, onde o quarteto deve permanecer até quinta-feira.

Terra incógnita

A área em estudo, entre os montes Johns e Woolwards, fica numa das regiões menos conhecidas da Antártida. Segundo Simões, uma equipe científica norte-americana a cruzou no início da década de 1960. Alguns chilenos estiveram lá, por períodos breves.

"É um grande deserto de neve e gelo se estendendo por todo horizonte, ou seja, um verdadeiro deserto de cristal", descreve Simões, por e-mail. As conexões de computador também são feitas por meio de telefones transmitido via satélite.

"Mesmo a palavra 'monte' [Johns] é inadequada, pois na verdade só existe um rochedo que atinge 90 metros acima da superfície do gelo. Isso é tudo o que aparece de uma montanha coberta por mais de 1.000 metros de gelo."

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Comitiva presidencial retorna de viagem à Antártida

18/02/2008 - 09h00

da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já retornou de sua viagem à Antártida. Ele chegou ao Brasil às 6h50 desta segunda-feira.

A primeira-dama, Marisa Letícia, e os ministros Nelson Jobim (Defesa), Franklin Martins (Comunicação Social), Sérgio Resende (Ciência e Tecnologia) e Celso Amorim (Relações Exteriores) acompanharam o presidente na viagem.

Lula visitou o navio oceanográfico Ary Rongel. Com 75,2 metros de comprimento, o navio realiza pesquisas científicas e coleta dados para apoio à previsão meteorológica. Segundo a Marinha, ele também apóia logisticamente a Estação Antártica Comandante Ferraz e acampamentos utilizados pelo programa brasileiro na Antártica.

Do navio, o presidente e a comitiva seguiram para a Estação Antártica Comandante Ferraz, para assistir a cerimônia de comemoração do 25º aniversário da primeira expedição brasileira à Antártica.

Após a cerimônia, Lula almoçou nas mediações da estação e visitou suas instalações. Devido as más condições climáticas na Antártida, de acordo com a assessoria da presidência da República, o presidente e a comitiva só conseguiram retornar para Punta Arenas, no Chile, às 22h de ontem --quase cinco horas de atraso da agenda oficial.

Lula não vai participar hoje da reunião de coordenação política, segundo a assessoria do Planalto, mas o encontro está confirmado com a presença dos ministros.

À tarde, o presidente vai receber o ministro de Relações Exteriores da Índia, Pranab Mukherjee, e participar do lançamento da Timemania, nova loteria da Caixa Econômica Federal.



domingo, 17 de fevereiro de 2008

Após atrasos, comitiva presidencial chega à Antártida

17/02/2008 - 13h14

da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou por volta das 12h15 deste domingo à Antártida, de acordo com o Palácio do Planalto.

A comitiva presidencial deveria ter embarcado na manhã de ontem, mas as condições meteorológicas adiaram a viagem, e ela permaneceu em Punta Arenas, no Chile, até hoje pela manhã.

Da Base Aérea Presidente Eduardo Frei, Lula segue de helicóptero para o navio oceanográfico Ary Rongel. Após a visita, o presidente se desloca para a Estação Antártica Comandante Ferraz.

O objetivo da viagem é visitar a estação científica brasileira na Antártida, onde são realizadas pesquisas sobre o impacto das mudanças ambientais globais. Uma comitiva parlamentar que visitou a base em janeiro passado voltou a Brasília pedindo investimentos na base militar.

A primeira-dama, Marisa Letícia, e os ministros Nelson Jobim (Defesa), Franklin Martins (Comunicação Social), Sérgio Resende (Ciência e Tecnologia) e Celso Amorim (Relações Exteriores) acompanham o presidente na viagem.

A comitiva presidencial retorna ainda hoje a Brasília, e deve sair de Punta Arenas às 21h.

Pouca visibilidade

No fim de janeiro, 12 deputados e um senador ficaram retidos na Antártida por causa do mau tempo.

O grupo deixou o Brasil em 22 de janeiro e deveria retornar três dias depois. Porém, em função do tempo que não melhorava e de problemas no avião da FAB (Força Aérea Brasileira), os parlamentares só chegaram ao Rio no último dia 1º de fevereiro.



Tempo melhora e Lula viaja hoje à Antártida

17/02/2008 - 08h17

da Folha Online

Com a melhora no tempo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca na manhã desta domingo para a Antártida, de acordo com o Palácio do Planalto.

A comitiva presidencial deveria ter embarcado na manhã de ontem, mas o mau tempo provocou adiamento, e ela permaneceu em Punta Arenas, no Chile.

Segundo o Palácio do Planalto, de Punta Arenas, Lula irá para a Base Aérea Presidente Eduardo Frei e, de lá, para a Estação Antártica Comandante Ferraz.

O objetivo da viagem é visitar a estação científica brasileira na Antártida, onde são realizadas pesquisas sobre o impacto das mudanças ambientais globais. Uma comitiva parlamentar que visitou a base em janeiro passado voltou a Brasília pedindo investimentos na base militar.

A primeira-dama, Marisa Letícia, e os ministros Nelson Jobim (Defesa), Franklin Martins (Comunicação Social) e Celso Amorim (Relações Exteriores) acompanham o presidente.

Pouca visibilidade

No fim de janeiro, 12 deputados e um senador ficaram retidos na Antártida por causa do mau tempo.

O grupo deixou o Brasil em 22 de janeiro e deveria retornar três dias depois. Porém, em função do tempo que não melhorava e de problemas no avião da FAB (Força Aérea Brasileira), os parlamentares só chegaram ao Rio no último dia 1º de fevereiro.